Quem diria!
Bem, na verdade, muita gente diria. Eu sempre gostei muito de ler, escrever e estudar Português. Gostava tanto que me interessei, ainda molequinho por um outro código que era esquisitão até o momento: ele trocava "ão" por "tion", "mente" por "ly" e "endo" por "ing". Percebi que ele era muito mais de diferenças do que de semelhanças e também que elas, as diferenças, deveriam ser respeitadas.
Sem muita experiência mas com muitas idéias e conceitos (e alguma teoria), estou agora começando a praticar aulas particulares. "Já não era sem tempo", diria minha mãe e "Acho bom que cubra o emprego que você deixou", diria minha noiva. A verdade é que eu mesmo não tinha levado a sério essa idéia que tomou contornos de realidade assim que a necessidade de realizar estágios surgiu.
Mesmo com apenas seis meses de prática, percebo que é assim mesmo que se aprende a dar aula: dando aula. Assim que iniciei na Cultura Inglesa, sentia-me muito inseguro e planejava exaustivamente cada aula marcada - e seguia o plano à risca. Acontece que eu fui percebendo que o planejamento de aula não é algo a ser seguido cegamente; é apenas um lembrete do que deve ser coberto na aula, com dicas de como abordar. Esse assunto também foi discutido por um texto sugerido pela minha Senior Teacher. Hoje, dou aula de absolutamente qualquer assunto, tanto em Inglês quanto em Português, desde que, é claro, eu domine esse assunto. Até hoje ainda não esbarrei nas minhas limitações teóricas, mas sei que para isso não aconteça preciso estar sempre estudando - é isso uma das coisas que mais faço na vida.
Hoje, faço dois estágios (um de ensino, na Cultura Inglesa, e um de tradução, na Lersch) além de trabalhar como técnico de montagem e manutenção de computadores (atividade que estou abandonando aos poucos, trocando pelas aulas particulares). Ainda não tenho uma longa cartela de alunos mas percebi que esse é um dos trabalhos que eu faço com muito prazer.
(De vez em quando tenho alguns problemas de frequência: por isso tenho algumas notas abaixo do que eu mesmo queria)
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Inté!







